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Qual é o conceito de neuroarquitetura e como beneficia os moradores?

6 minutos para ler

A neuroarquitetura é um termo usado para denominar a junção de duas ciências: a arquitetura e a neurociência. Um dos objetivos dessa nova área do conhecimento é promover a saúde e o bem-estar físico e mental dos seus usuários. Desse modo, essa nova tendência estuda como as cores e a temperatura influenciam no cérebro e no comportamento humano

Diante disso, esse conceito tem a capacidade de ajudar na criação de projetos e estratégias que ajudam a melhorar a relação das pessoas, bem como o humor delas. Nesse sentido, muitas empresas começaram a adotar esse tipo de ciência com o intuito de melhorar a integração dos seus funcionários, o que ajudava no aumento de produtividade desses colaboradores.

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O que é a neuroarquitetura e como surgiu?

Esse termo surgiu em 2003, após a criação da Academy of Neuroscience for Architecture (ANFA), que tinha como principal objetivo difundir entre as pessoas esse novo conceito de ciência que envolve as respostas humanas com o ambiente em que vivem.

Assim, a neuroarquitetura vem ganhando espaço e impactando o bem-estar de muitas pessoas. Esse conceito tem sido amplamente discutido entre os indivíduos. Afinal, ele envolve o sistema nervoso dos seres humanos que, por sua vez, está ligado aos comportamentos e ações dos indivíduos. Logo, o lugar em que você vive e frequenta pode determinar muito sobre você.

De que forma os ambientes podem impactar o cérebro humano?

Faremos uma analogia para tentar explicar como a neuroarquitetura está a cada dia mais presente no nosso cotidiano. Sabe quando um objeto, uma cor ou um cheiro lembra a casa de alguém?

Então, isso tem uma resposta científica que pode ser explicado pela neurociência. Isso ocorre porque você carrega consigo uma memória, uma lembrança daquele ambiente, e isso pode aguçar ainda mais os seus sentidos, como a visão, o paladar, o tato, a audição e o olfato.

Nesse contexto, a neuroarquitetura existe para explicar esses sentimentos e emoções que, vez ou outra, nos acompanham. Por isso, é muito recorrente as pessoas relacionarem a decoração a determinado local e sentirem um mix de sensações inexplicáveis. Logo, é nítido que a neurociência é um campo amplo e afeta diretamente a vida das pessoas.

Quais são os principais benefícios da neuroarquitetura?

A neuroarquitetura aplicada por meio da harmonia entre texturas, plantas, jardins suspensos, cores e outros materiais consegue impactar positivamente a vida de muitas pessoas. Logo, mostraremos, a seguir, algumas vantagens desse novo conceito.

Bem-estar físico

Esse novo método científico visa a gerar maior bem-estar aos indivíduos. Um exemplo claro que podemos citar é a iluminação, uma luz amarelada tende a deixar o lugar mais intimista e o ambiente menos pesado, oferecendo à pessoa um clima de relaxamento e bem-estar.

Saúde mental

A organização de determinado cômodo, seja em residências, seja em empresas, é um dos alicerces da neuroarquitetura. Um ambiente limpo, bem planejado e com as coisas nos seus devidos lugares gera no ser humano maior tranquilidade e ajuda a organizar os pensamentos e manter a saúde mental bem.

Memória afetiva

O conceito de lar remete-nos à ideia de um lugar aconchegante, protegido e repleto de bons sentimentos. Nesse contexto, a neuroarquitetura ajuda, por meio da decoração afetiva, juntamente a cores e objetos, a criar um lugar que nos aflore boas lembranças da infância ou, até mesmo, de pessoas que já passaram por nós. Logo, artigos como espelhos, quadros antigos e espelhos são peças que aguçam a identidade familiar. 

Influências no humor

Barulhos, vozes e ruídos são fatores que impactam de maneira significativa o nosso humor. Pensando nisso, a neuroarquitetura tenta frisar bastante a questão do conforto acústico de determinado ambiente. Afinal, o incômodo relacionado à audição pode gerar mudança de humor em muitas pessoas, visto que é irritante e impede a qualidade de vida de muitos moradores.

Como a neuroarquitetura pode ser aplicada na decoração?

Tudo que se remete aos recursos naturais, como plantas e madeira, gera em muitos a sensação de bem-estar e conforto, visto que um ambiente que nos remete à natureza cria em nós uma condição relaxante, de muita calmaria e paz. Logo, para as pessoas que gostam de um clima mais pastoril, o uso desses elementos pode ser ideal na decoração dos seus espaços.

Nesses casos, o uso de plantas dentro de apartamentos, além de dar um charme no ambiente, ajuda também na qualidade do ar ali presente e, consequentemente, ampliará a produtividade dos que ali vivem.

É importante frisar que as cores estimulam o nosso cérebro de diferentes maneiras, afinal, cada tom nos remete à determinada sensação. Diante disso, a neuroarquitetura tenta trabalhar de maneira que atenda ao perfil de cada pessoa. Afinal, cores quentes trazem uma ideia de aproximação com o meio ambiente, e as frias nos remetem ao gelo, à água e a outros elementos.

É preciso o máximo de cautela no momento de escolher as paletas de cor, pois tudo deve ficar de forma harmoniosa e confortável. O uso do branco, por exemplo, transmite sabedoria e paz, pode ser usado em hospitais e salas de saúde.

Cores vibrantes, como o amarelo, estão relacionadas com a criatividade e alegria, porém o seu uso em excesso e em lugares indevidos pode gerar nas pessoas ansiedade e tensão.

Outro exemplo é o vermelho, cor impactante que está ligada aos batimentos cardíacos, que, por isso, traz a sensação de rapidez e agilidade. Porém, se usado de maneira errada, pode gerar nos indivíduos impaciência. Logo, um design de interiores faz toda a diferença nessas situações.

Por fim, agora que você já sabe um pouco mais sobre o conceito de neuroarquitetura e sua inteira relação com as sensações e os comportamentos humanos, antes de reformar o seu ambiente de trabalho, estudo ou, até mesmo, o seu quarto, pesquise mais sobre as cores, decorações e iluminação. Tudo isso contribui no humor e no bem-estar das pessoas.

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